sábado, 11 de abril de 2015

Meu primeiro porre

Sempre fui criada para ser uma mocinha, minha mãe sempre me dizia mocinhas não bebem, não tem vícios, não sentam de pernas abertas e nem se comportam mal
E a vida inteira eu fui essa mocinha sempre perfeita para não perturbar ninguém, sempre calma e contida, contia todas as emoções de uma existência inteira, contia até que um dia sufoquei, não aguentei e transbordei
Tudo ao meu redor estava ruim, não conseguia mais chorar dentro de um quarto bem baixinho para que ninguém ouvisse
Me levantei, tomei banho, lavei o rosto, passei o perfume mais forte que eu tinha, baguncei o cabelo, passei aquele batom vermelho que sempre foi um absurdo pra mim
Sai andando meio sem destino exato, encontrei umas duas amigas e e bebi
Bebi sim, bebi pela primeira vez, bebi como se o amanhã não existisse, bebi para esquecer, tomei um porre que nem sabia que seria possível, queria me livrar de toda a carga que eu sentia

 

Cartas para ele

Não sei bem o motivo de você agir assim, dizer me amar e na semana seguinte sumir
Não sei qual o objetivo de ignorar tantos pedidos e deixar que eu sinta vontade de partir
Partir não por não querer estar aqui, mas por tu fazer como se eu não estivesse
Então me levanto, arrumo as malas, visto o casaco, tomo o que seria a ultima xícara de café nessa casa. Observo o porta retrato do nosso casamento e o álbum das fotos da viagem de lua de mel, respiro fundo, hoje eu irei embora
Mas você não me deixa ir, nunca me deixa e eu acabo cedendo, e eu acabo cedendo pois no fundo eu quero ficar aqui
Oh! Meu bem, não me trate assim, eu dou sempre o melhor de mim, mas não que aqui menos do que isso
Não, não está bom assim do jeito que está, ta uma droga, me desculpe os termos mas é exatamente assim que está!
Nessa noite fria de outono eu estou indo realmente, vou antes que me diga para ficar, esse é o ultimo final de semana que eu fico te esperando sem ao menos dizer a hora que irá voltar
E dessa vida eu aprendi que a pior coisa é ter que ir, mesmo querendo ficar