sábado, 11 de abril de 2015

Meu primeiro porre

Sempre fui criada para ser uma mocinha, minha mãe sempre me dizia mocinhas não bebem, não tem vícios, não sentam de pernas abertas e nem se comportam mal
E a vida inteira eu fui essa mocinha sempre perfeita para não perturbar ninguém, sempre calma e contida, contia todas as emoções de uma existência inteira, contia até que um dia sufoquei, não aguentei e transbordei
Tudo ao meu redor estava ruim, não conseguia mais chorar dentro de um quarto bem baixinho para que ninguém ouvisse
Me levantei, tomei banho, lavei o rosto, passei o perfume mais forte que eu tinha, baguncei o cabelo, passei aquele batom vermelho que sempre foi um absurdo pra mim
Sai andando meio sem destino exato, encontrei umas duas amigas e e bebi
Bebi sim, bebi pela primeira vez, bebi como se o amanhã não existisse, bebi para esquecer, tomei um porre que nem sabia que seria possível, queria me livrar de toda a carga que eu sentia

 

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